Fatores de risco

Os diferentes tipos de cancro têm diferentes fatores de risco. Ter um ou vários fatores não significa que uma pessoa vá desenvolver a doença e pessoas que desenvolvem cancro do pulmão podem não ter fatores de risco conhecidos.

Alguns dos principais fatores de risco são:

Tabaco

O tabagismo é o fator de risco mais importante no cancro do pulmão. Estima-se que, pelo menos, 80% de todas as mortes por esta doença se devem ao tabaco.

O tabaco contém substâncias que danificam os genes da célula saudável. Esta deterioração pode modificar o mecanismo de crescimento e o funcionamento celular, originando uma célula cancerígena.

Os fumadores, mesmo que deixem de fumar, têm sempre um  risco maior de desenvolver cancro do pulmão do que pessoas que nunca fumaram. Claro que o perigo é menor quanto menos se fumar e quanto mais cedo se deixar o hábito tabágico. Especialistas estimam que o risco de desenvolver cancro do pulmão é 10 a 30 vezes maior no caso de fumadores. O risco só volta a ser semelhante ao da população não fumadora em geral cerca de 20 anos após deixar de fumar.

Por outro lado, o tabagismo passivo (exposição ao fumo do tabaco de fumadores) também pode aumentar o risco de desenvolvimento do cancro do pulmão, pela exposição prolongada ao fumo do cigarro, de charutos ou de cachimbos.

Em relação ao cigarro eletrónico ou ao e-cigar, os especialistas indicam que não são recomendados como terapia para parar de fumar nem como estratégia de redução de risco. Vale a pena recordar que os cigarros eletrónicos também contêm nicotina e outras substâncias potencialmente tóxicas.

Ocupação laboral

As condições do local de trabalho poderão ser responsáveis por aproximadamente 19% dos casos de cancro registados no mundo o que significam 1.3 milhões de mortes por ano. Estão classificadas, como cancerígenas para humanos, 107 substâncias, misturas e situações de exposição a certas partículas inaladas. Em particular, 1 morte em cada 10 causadas por cancro do pulmão está intimamente relacionada com riscos presentes no local de trabalho.

As autoridades de saúde destacam o amianto e o radão como dois elementos que aumentam a possibilidade de desenvolver cancro do pulmão. As fibras de amianto, utilizadas como isolantes ou como material de construção, podem irritar o pulmão se forem inaladas. Por sua vez, o radão é um gás invisível e inodoro presente de forma natural em certos tipos de solos e rochas.

Idade

A idade média do diagnóstico situa-se entre os 60 e os 80 anos de idade, embora possam ocorrer casos em idades mais jovens.

Para o Programa Nacional das Doenças Oncológicas (PNDO), a transformação epidemiológica da Oncologia, tem levado a um crescimento progressivo do número de novos casos anuais, e a um aumento da idade média da população afetada. O aumento de incidência deve-se maioritariamente aos ganhos de esperança de vida da população portuguesa. As modificações dos estilos de vida, para além de influenciarem as variações de incidência, contribuem para mudanças relativas entre os diferentes tipos de cancro.

Género

Durante 2010, registaram-se 25658 novos casos de cancro em homens, dos quais 2915 (11.4%) foram devidos ao cancro do pulmão. Quanto às mulheres, 4,2% dos  872 novos casos registados foram também devidos a esta doença.

Tal situação ocorre devido à taxa deste tipo de cancro ser 3 vezes maior nos homens do que nas mulheres. É possível que uma das razões seja o facto de a população feminina ter começado a fumar mais tarde do que a masculina.

Fatores genéticos

O cancro é uma doença que modifica os genes que controlam o funcionamento das células, especialmente o seu crescimento e divisão. Essas mudanças incluem as mutações no ADN.

O processo genético do cancro do pulmão é semelhante ao de outros tipos de cancro. A célula normal que se transforma em tumoral é encontrada no epitélio, que reveste toda a árvore brônquica, desde a traqueia até ao bronquíolo terminal mais fino, e nas células que se encontram nos alvéolos pulmonares.

Existem pessoas que apresentam certas mudanças hereditárias no ADN do cromossoma 6 e, por isso, podem ter uma probabilidade maior de padecer de cancro do pulmão. Daí que os irmãos e filhos das pessoas que sofreram de cancro do pulmão possam ter um maior risco de sofrer também da mesma doença.

Outros fatores

A poluição ambiental, a radioterapia nos pulmões e o arsénio na água potável são outros fatores que podem incrementar o risco de se vir a sofrer de cancro do pulmão.

Os diferentes tipos de cancro têm diferentes fatores de risco. Ter um ou vários fatores não significa que uma pessoa vá desenvolver a doença e pessoas que desenvolvem cancro do pulmão podem não ter fatores de risco conhecidos.



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