Diagnóstico do Cancro do Esófago

Diagnóstico do Cancro do Esófago

Como é diagnosticado o Cancro do Esófago?

Para fazer o diagnóstico de cancro do esófago, o médico fará várias avaliações e exames:

exames histopatológico, radiológico e endoscopia para diagnótico

  • Recolha da história médica pessoal e familiar 

Será recolhida informação sobre a história de saúde da pessoa até à data, nomeadamente doenças e cirurgias anteriores, medicamentos que está a tomar e estilo de vida (hábitos alimentares e de exercício físico e consumo de tabaco e álcool).

Como algumas condições de saúde têm uma componente hereditária, será também importante saber se a pessoa tem ou já teve familiares com cancro ou outras doenças que podem aumentar o risco de cancro (como esófago de Barrett, síndrome de Bloom, tilose ou anemia de Fanconi).

  • Exame físico

O médico fará perguntas sobre os sintomas da pessoa e a presença de sintomas que possam estar relacionados com cancro do esófago, como dor no peito, azia, dificuldade em engolir ou perda inexplicável de peso. Será ainda realizada uma avaliação física, que inclui um exame ao abdómen e aos gânglios linfáticos do pescoço e das axilas.

  • Endoscopia

Durante uma endoscopia do trato digestivo superior (também designada esofagogastroscopia), é passado um tubo fino, flexível e com luz designado endoscópio através da garganta para observar o revestimento do esófago, estômago e primeira parte do intestino delgado. Pode também ser observada a parte superior da traqueia (via aérea). Se forem detetadas áreas anormais, o médico pode recolher uma biópsia (pequena amostra de tecido do tumor) com a ajuda de instrumentos passados através do endoscópio. Esta amostra de tecido é depois examinada por um especialista no laboratório (exame histopatológico).

Durante a endoscopia, pode ser simultaneamente realizada uma ultrassonografia endoscópica, um procedimento que é particularmente útil antes da cirurgia. Este exame consiste na introdução de uma sonda através da garganta até ao esófago e fornece imagens de diferentes camadas da parede do esófago, bem como dos gânglios linfáticos próximos e outras estruturas. Serve para ver até que ponto o cancro se propagou na parede do esófago, nos tecidos próximos e nos gânglios linfáticos próximos, informação que é muito importante conhecer com detalhe e antecedência em pessoas que vão fazer cirurgia. Este exame pode ainda orientar o médico na recolha de uma pequena amostra (biópsia) de uma lesão suspeita durante a endoscopia. 

  •  Exame de Imagem (exame radiológico)

Para auxiliar no diagnóstico e avaliar a extensão do tumor para planear o tratamento, o médico realizará exames radiológicos. É normalmente realizada uma tomografia computorizada (TAC) do tórax e abdómen. A TAC é um tipo mais detalhado de raio-X, em que são recolhidas várias imagens do interior do corpo de diferentes ângulos e depois combinadas no computador numa única imagem 3D. Pode também ser utilizada a técnica de contraste com bário para identificar com precisão a localização do tumor no esófago. Esta técnica implica a ingestão de um líquido com bário para a recolha de imagens de raio X. Este líquido surge muito brilhante na imagem de raio X, permitindo visualizar claramente o contorno do interior do esófago. Pode também ser efetuada uma tomografia computorizada por emissão de positrões (PET) para ver até que ponto o cancro se disseminou fora do esófago. Pode ainda ser realizada uma endoscopia para examinar as vias respiratórias (faringe, laringe, traqueia e brônquios).

  • Biópsia (exame histopatológico)

A biópsia, ou seja, a amostra de tecido colhida durante a endoscopia, é examinada no laboratório por um patologista. A isto chama-se um exame histopatológico. Utilizando o microscópio e outros testes, o patologista irá confirmar o diagnóstico de cancro e dar mais informações sobre as suas características. Isto inclui a definição do tipo histológico, que poderá ser um carcinoma de células escamosas se a amostra de tecido for composta por células achatadas que revestem o esófago, ou um adenocarcinoma se a amostra de tecido for composta por células que produzem e libertam muco e outros fluidos.

Quando é realizada cirurgia para remover o tumor, tanto o tumor como os gânglios linfáticos são também examinados no laboratório. Isso é muito importante para confirmar os resultados da biópsia e obter mais informações sobre o cancro.

PT-KEY-00750 10/2021

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